quinta-feira, 27 de novembro de 2014

Procura-se um amor que goste de café.


O mundo é dividido em dois tipos de pessoas: as que amam café e as sem graça. Se você estiver no segundo grupo, nunca vai entender o sentido, a graça ou nada desse texto. Até quem sabe um dia. E se você odeia café, pode dizer: Manu, sem graça é você. Te amo mesmo assim. <3

            À parte minha paixão pelo pretinho – esse sim: amor verdadeiro, amor eterno – sempre busquei, (in)conscientemente, alguém que amasse café tanto quanto eu.

            Marcar primeiro encontro em um café. O infalível combo museu/exposição + café. O nada raro “vamos parar naquela padaria ali só pra tomar um cafezinho”, depois de horas se acabando de dançar, já com os sapatos na mão.

Puro glamour às 6 da manhã, mas se o cara topa esse tipo de furada, é meio caminho andado para um relacionamento sem frescuras. Um bom sinal. Um sinal maravilhoso.

Fiz minha parte, e também estive atenta aos sinais: o day after deveria, inexoravelmente, envolver uma xícara de café. Sem isso, o relacionamento estava fadado ao insucesso.

            Quer ver? Me oferece “um pão na chapa e nescau” logo cedo. Argh. É pra sair de fininho, o último que apague a luz.

            Minha regra do amor é: as melhores pessoas são aquelas que já acordam ligando a cafeteira.

            A ausência do café era o prenúncio do fim. Era batata! Quando ~acreditava~ na relação com um sem graça, ainda me esforçava pra inserir o hábito. Ai essas pessoas que tentam espremer uma relação... Sente o drama:

- Põe um pouquinho de leite.
- Já tentou com canela?
            - Com o tempo você acostuma...

            Mas não, gente. Acostuma nada. Ou gosta ou não gosta, quer ou não quer. Pra quê insistir, quando a gente sabe que não vai rolar? 

            O café pode sair uma bosta. São tantas variáveis... pó velho, estresse, água clorada, cansaço... o que vale é a intenção. Gosto por gosto, ele desce quente, cálido, redondo. E beijo de café é bom demais, mas não pode ser via de mão única.  

            Parei de insistir: pra ficar comigo, tem que me amar muito. Mais do que café, tem que aquecer alma, coração e ainda dar frio na barriga. <3

6 comentários:

  1. Fer Francischinelli27 de novembro de 2014 07:34

    Acho que nós também as vezes imprimimos alguns gostos nossos no outro, porque não a paixão pelo café?

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    1. Fer, pode ser!! A gente tenta, mas nem sempre funciona, rs... <3

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  2. Que texto ótimo! Disse tudo :-) Eu já nos insisto mais, e pior: se for do tipo que vc oferece café e o cara diz que prefere chá, corto relações na hora! Haha... :-)
    Parabéns, o blog é incrível!

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  3. Achei ótimo!
    Sua cara, Manu! rs

    Pessoalmente, tenho espaço para cafés, chás, licores, chocolates, vinhos e muito mais do mundo todo. Sou taurina e adoro acordar os sentidos com sabores e texturas, cheiros e belezas, de ver e ouvir o dia, a vida. Gosto disso.
    bj

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    1. Oi Adri!
      Que bom que vc gostou.
      Também tenho espaço pra isso tudo, mas tenho que concordar contigo... taurinos sabem apreciar as coisas boas da vida!
      Beijo da canceriana, rs!

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